quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Snowboard - a primeira tentativa sempre é a mais dolorida.

Snowboard é IRADO. Mas como dói...

Chegamos à Snowbasin às 10:00am e perdemos a aula da manhã. Deixei minha bolsa no vestiário dos funcionários e fui pro Childrens Ski School. Lá nós precisamos fazer nossa "inscrição" para a aula. Feito isso temos que ir ao Ski Rental e preencher um cadastro no computador. 

Aqui nos Estados Unidos tudo é mais fácil e inteligente. No cadastro coloquei meu peso (100 Lb), minha altura (4.8 ft), calçado número 2 e demais itens. De lá passamos no balcão onde todas essas informações eram impressas e eu poderia retirar a bota de snowboard e a prancha compatíveis ao meu tamanho; sem nem abrir a boca ou explicar nada. Muito simples e prático. 






Fomos ao pé da montanha (mais fácil) porque iríamos passar o período da manhã só treinando. Treinamos detalhes simples (porém necessários) como andar com um pé preso e o outro não. Descobrimos qual a perna de apoio e praticamos a difícil tarefa de descer sem atropelar ninguém. Almoçamos, participei da reunião da Direx da FEJEPAR e à 1:00pm começou nossa aula. 

Stuie, nosso instrutor, não era muito bom em explicações. Para tudo que fazíamos, certo ou não, dizia "good job". Comecei a desconfiar da criticidade dele quando cai e ele disse: "muy bueno". Primeiro: sou brasileira e falo português. Segundo: eu cai de bunda! O que tem de bueno nisso? 

Porém, acho que entendi o que ele queria dizer no fim do dia. Aquele primeiro tombo foi lindo perto dos outros que tive na Little Cat Mountain. MEU DEUS, como minha bunda dói. Meus braços e minhas costas também. 

No meio da neve não sentimos frio (ainda mais eu que estava de meia-calça, blusinha segunda pele, blusa de lã, cachecol, gorro, goggles, luva e casaco). Aliás, comprei um macacão, Giu. Segui seu conselho. Muito melhor e mais barato (roupa infantil tem suas vantagens).

A lição de hoje era aprender a fazer curvas e frear. Acredite, é MUITO DIFÍCIL. É como andar de skate, porém numa super descida. A velocidade cresce e o desespero domina. 


Aquela história de freiar com o calcanhar ou com a ponta dos pés não funcionou nas primeiras tentativas. A única coisa que sentia era o gelo na bunda. E que gelado!

Mas adorei. Emagreci muito mais do que se tivesse feito horas de academia. Ri mais do que num show de Stand Up. E tudo, o corpo todo, dói. Mas sei que isso é começo. Quinta quero praticar esqui. Boatos fortes que é mais fácil. Mas os tombos serão constantes, sei disso. 

Um detalhe muito importante é que para chegarmos ao topo da montanha temos lifts. Andamos de graça e o passeio tem até uma certa emoção. É preciso ficar a posto, se preparar e enquanto a “cadeira” vem vindo, você senta nela (e a cadeira não para, continua em movimento). Ao fim do passeio, mesma coisa; você precisa sair da “cadeira” esquiando já. Irado, porém difícil. Gritos e tombos é claro que foram repetitivos e normais.

O mais engraçado é que não tenho medo algum. Vou mesmo. Em nenhum momento pensei: preciso freiar, porque é perigoso. Normalmente era porque ia cair numa "valeta" ou bater em alguém. Só por isso. Adorei deslizar com alta velocidade. É muito gostoso descer. Muito mais fácil que Sandboard. Muito mais divertido que skate.
Quero voltar pro Brasil pró nesse negócio. Tenho mais 2 meses para aprimorar. Quem aposta no meu talento sobre a neve?

Alguém? haha!

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Ano Novo.

Faz tempo que queria falar sobre meu Ano Novo. Quero mostrar as fotos desse dia.
Atualizei o post "Trabalho de busser" com as fotos da cozinha e demais áreas. Atualizei o post sobre os cafés e passeio com os filipinos do dia 06 de janeiro. Para os curiosos, fica a dica. 
Hoje era meu dia de folga e eu fiz Snowboard, mas informações eu postarei amanhã. Já vou avisando que foi IRADO. 
Hoje liguei para a Veridiani. Ai que saudade. Mas preciso retornar a ligação e falar com todas as meninas juntas. Senão elas me batem! 
Amanhã, dia 11 de janeiro irei assistir ao jogo da NBA: LA Lakers x Utah Jazz. Assistam na ESPN às 00h (hora Brasil) e procurem uma bandeira do Brasil. Serei eu, frenética. 


--
Nossa virada não teve a chance de ser tão reflexiva quanto o Natal. Trabalhei até às 5:30pm no dia 31, o que me permitiu chegar em casa às 6:20pm. Tomar banho, depilação, cremes, maquiagem e roupa de festa não são tarefas fáceis para uma garota. Acredite, Hella!

Todo mundo pronto (menos eu) saímos e fomos à casa de Jesus (um baixinho mexicano, antes que você confunda as coisas) e lá encontramos toda a equipe food and bevarage da Snowbasin; Havia também os housekeepers e muitos americanos residentes que trabalham conosco.

O proprietário da casa liberou as paredes cor bege à criatividade dos baladeiros e às cores dos marcadores. Nós, brasileiros, deixamos uma bandeira (bem esforçada, porém feia) e nossas assinaturas. O pessoal avacalhou muito. Se a parede estava melhor antes, ai depende do ponto de vista.



No dia 31 de dezembro foi aniversário do Iko. Muito abraços e parabéns por conta do nosso DJ. 

Na contagem regressiva duas expectativas: a entrada do novo ano e um novo aniversário; Lorena comemorou conosco seus 20 anos desde os primeiros segundos do dia. Era muita festa em tão pouco tempo! Abraça aqui e lá, felicitações, fotos e muita champanhe.


Um brinde à nossa amizade, à Snowbasin que nos uniu e a TravelMate que nos proporcionou essa oportunidade.Um brinde maior ainda aos nossos pais e ao apoio que eles prestam carinhosamente desde o dia de nossa decisão e hoje são os mais ansiosos do outro lado da linha telefônica. Um brinde à brilhante ideia de intercâmbio que saiu de um comentário à toa, tornou-se realidade e hoje está sendo parte da minha vida.



Faço meu planejamento anualmente, mas dessa vez quero mais descompromisso com as juras que sempre acabam na porta da academia. Quero mesmo é alcançar patamares novos e viver diversidades. Além de aprimorar o que está excelente na minha vida. Aprendi lições cruciais no ano passado que não hesitarei em aplicar. Seja aqui, ai, em Curitiba, no(a) Rio Grande Sul (pega essa ambigüidade, Hella espertinho) e em qualquer vivência (amorosa, familiar, acadêmica). Quero felicidade e amor. O resto dá-se um jeito. 

sábado, 7 de janeiro de 2012

Neve e Needles.

Hoje, dia 07 de janeiro acordamos com uma surpresa. Finalmente voltou a nevar. 


A alegria foi geral. Durante meu serviço trabalhei uma parte do dia na área externa o que me obrigou a colocar casaco, botas e luvas. Disfarçadamente pisei na neve e voltei para o pátio. Adoro. É fofo como um travesseiro. 

Guerra de neve, boneco de neve e anjinho? Aguardem-me!

--

Pela primeira vez fui escalada para trabalhar no restaurante Needles. As montanhas são bem pontiagudas, por isso o nome do restaurante que na tradução quer dizer agulha. 

As atividades de busser no Needles são um pouco diferentes. Além do fato de tudo ser alocado em lugares diferentes. Carlo, o gerente, é frenético e se observar você parado por mais de 3 segundos já lhe arranja mil tarefas. O restaurante é menor, mais fácil de controlar e manter organizado, mas há uma quantidade menor de funcionários o que faz com que a lista de obrigações se estenda para funções além de bussering: servir chopps, fazer café, limpar janelas e abrir a porta para convidados. 

Mas o melhor de tudo é o passeio de gôndola que somos obrigados a fazer para ter acesso ao estabelecimento. A vista é incrível. Na verdade, o panorama como um todo, através das janelas do Needles são de fazer inveja em qualquer fotografia de quebra-cabeças. 









sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Café, amigos e um diário completo.

Angela (Filipinas)

A cada dia eu deposito mais amor nessa cidade e nas pessoas. Sinto que “all you need is Love” realmente faz todo o sentido se for levado a sério. Talvez você não entenda, nem concorde. Mas depois uma causa é abraçada ou a partir do momento que há paixão por alguma tarefa/lugar tudo se torna diferente. Há mais cores e cheiros. Os sabores são melhores e a alegria é constante.

São muitos acontecimentos para uma só pessoa relatar. Até parece que aqui a vida é muito agitada e todo dia temos um novo motivo para festar ou registrar. Até parece que sempre fazemos compras, saímos pra conhecer a cidade ou que trabalhamos de um jeito variado, cansativo, mas gratificante. Bom, a verdade é que a vida em Ogden é assim mesmo.


Carlo (Filipinas), Gabe (Brasil) e Sofia (Argentina).


Dia 03/01 tivemos um churrasco de despedida do Chester. Ele está aqui já há quase 1 ano e por isso deverá retornar ao seu país de origem, Filipinas.

Louise e o grupo de filipinos se organizaram e fizeram um churrasco para 45 pessoas nos fundos do prédio. Foi delicioso, frio e repleto de abraços. Ver o Chester feliz valeu cada segundo congelando na área aberta do Park Avenue.

Esqueci de contar como foi nosso amigo secreto. Aconteceu no dia 25 de dezembro, na sala de jogos. A troca de presentes foi rápida, mas o mais emocionante foi o Gazi, nosso vizinho turco. Ele não queria participar. Ele nem sai muito com o pessoal porque não faz o tipo dele (e nem a religião o permite). Ele se recusou, bateu o pé e disse que jamais participaria de uma brincadeira dessas conosco. A Gabe conversou muito com ele, brigaram e chegaram num acordo. Ele foi. Antes de entregar o seu presente, pediu alguns minutos. Disse que apesar do seu jeito durão ele gosta muito de todos e estava feliz por ter finalmente se dado a chance de participar conosco de uma festa. Agradeceu a algumas pessoas pela grande amizade que havia desenvolvido. Agradeceu a oportunidade de estar aqui. Saudades? Óbvio que isso sempre é pauta quando falamos em voltar pra casa. Saudade é uma palavra que merecia inclusão nas línguas estrangeiras. Enfim, nosso secret friend rendeu muito mais que meros presentes.

Dia 04/01 foi aniversário da Manuela, uma argentina muito querida e risonha. Adora os Beatles, tem um mural de fotos no quarto dela e adora café. Já me identifiquei! Na verdade todas as meninas da Argentina são muito legais. Essa história de rivalidade não está com nada. Vou acabar já com esse mito!

Argentinos, eu e a Louise!

Ontem acordei sem voz. Mas aos poucos foi voltando e agora já estou excelente. Após muitas vitaminas da Ivy, chá de gengibre da Gabe, chá de limão da Louise e mil cinegripes acho que superei meu primeiro resfriado. A dedicação de todos e alguns dias de repouso curam qualquer doença. 



Quinta passei a maior parte do meu dia com o Carlo, Ivy (both from Filipinas) e Veggie (from Austrália). Fomos ao supermercado japonês e depois no mercado dos filipinos. 
Achei balas de leite e biscoitos de coala. Hermínia, minha querida, essa é pra você! Olha o tamanho do pacote que eu comprei (aguarde fotos)! Senti-me uma japonesa completa com esses doces.








Depois fomos tomar café, costume que no Brasil eu adquiri com o Jamil, viciou e agora não consigo ficar sem. Aqui o café não é tão bom porque eles colocam muita água. Mas vasculhando bastante a cidade achei dois maravilhosos. Na quarta fui no All the Perks; extremamente aconchegante. Pedimos cafés grandes, sentamos para conversar e tirar fotos.




Ontem (quinta) também descobri o Grounds for coffee; um lugar incrível. O coffee shop é totalmente voltado à política de sustentabilidade. Havia mil cestos de reciclagem, almofadas sobre a vitrina, poltronas graciosas. O recibo da sua compra é enviado por sms no celular! Consciência em plena América. A-M-E-I. Volto lá, mas com certeza.
"Coffee Au Late, please"

Ivy, me e as poltronas.

Grounds for coffee,


Achei também um encarte com a lista de TODOS os lugares cults e com exposições da cidade. Será o meu futuro-mais-que-perfeito! Se é que dá pra existir algo assim, né Dani?

Depois fomos ao Iggy’s jantar. Junto ao três que passaram a tarde toda comigo, vieram Chester e Louise. Mais ao fim da noite chegaram todos os argentinos. Trata-se de um bar/restaurante esportista. Cheio de referências aos jogadores, esportes e com uma televisão gigante transmitindo o jogo de basquete. 


Comemos muito, mas muitíssimo bem. Como sempre a comida era exagerada e os suspiros versus os garfos eram constantes. Mas o jantar estava delicioso e recheado de risos. As cenas engraçadas e os bons momentos entre amigos estão se tornando extremamente freqüentes.


O que eu quero dizer, é que a cada dia estamos nos aproximando e criando laços. Mais afeto, mais amizade. E quem me conhece sabe como admiro isso. Hoje ensinei os filipinos a dizer “Eu te amo” e fazer coração com a mão (coisas que só a Letícia ensina).
Ensinamos também a cantarem Piriguéti, pois rir também é essencial.

Mas agora as coisas adquiriram um entrelace de amizades e sentimentos muito calorosos. No dia do aniversário da Manuela, por exemplo, fomos ao Bar dos Beatles para comemorar. Em quatro línguas diferentes cantamos felicitações de aniversários. Entendem o que eu digo? É muita gente diferente, estou muito longe de casa. De tudo que já havia visto. Sai de uma esfera que julgava grande para uma bolha ainda maior. Estou descobrindo a delícia de criar novos amigos tão diferentes (e tão iguais), sentir saudades (daqui e de lá), adorar estar aqui (e querer voltar).

E isso não é nem um pouco ruim. É maravilhoso. Se Deus quiser, vou voltar pra casa com a bagagem muito cheia. Cheia de novos valores, sentimentos, amizades, laços. Ontem ficamos uma boa parte do jantar combinando datas de viagens futuras. Quando que iríamos visitar uns aos outros no futuro. Em continentes tão longínquos que antes nem sequer sonhava em pisar; e agora morro de vontade de ir visitar.

Cada pessoa aqui tem sido muito especial. Estou bem feliz. Mas meus queridos brasileiros, don’t worry. Meu coração é bem grandão e não me esqueço de vocês não. Só estou acrescendo a cada dia coisas novas em minha vida: mais pessoas, mais amigos e mais rumos. Como sempre fiz. Como sempre farei.
Isso não muda a personalidade. Só engrandece a alma. E é o que eu concluo ao fim de um excelente dia.





quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Trabalho de busser


Apesar de bussering significar limpar, higienizar e organizar as mesas do restaurante existem outras competências subentendidas e pouco esclarecidas. Ao longo dos dias vamos descobrindo que na ausência de ketchup no estoque, quem deve correr atrás da reposição desse molho somos nós. Isso quando alguém não grita que o gelo acabou e você para pela primeira vez para pensar junto ao cliente: e da onde vem o gelo que sai dessa máquina?

No Ear’s Lodge já tenho minha rotina. Chego à estação, bato ponto e vou pro vestiário. Perco uns 4 minutos do meu dia tentando abrir o cadeado de senha (aqueles que têm que girar pra lá, um pouco pra cá e são impossíveis de abrir), coloco minha gravata pink, tag name, kronos card e começo meu dia. 


Na cozinha do Ear’s é preciso deixar preparado uma solução de limpeza para os talheres que fica ao lado da máquina dishwasher e outro balde com um produto químico para limpeza sanitária. É preciso repor copos, guardanapos, talheres, tampinhas, canudos (tanto na área interna como externa). Repor gelo foi uma descoberta fria e polir talheres algo que se tornou detestável. 

A rotina depende da movimentação dos clientes. Em horário de almoço as pernas não param um único instante, correndo de lá pra cá trazendo pratos, bandejas, copos e farelos. 


Sofia e Gabe no caixa.

Ivy na cozinha.

Na cozinha com a Sofia.

Sachês de todos os tipos.


Brasileiros e Filipina.

Angela cozinhando.

Scott, Chef da cozinha. E o mais alto. 

Hora do almoço.


Nos horários de menor pico varia: limpar mesas, passar aspirador, dobrar guardanapos, repor estoques de condimentos, usar o famoso (e pesado) mop (igualzinho ao dos marinheiros), alinhar as mesas, organizar perfeitamente as cadeiras segundo a estampa e quantidade certa. Além disso, organizamos o pedido de almoços das crianças do SkiSchool e DayCare. Adoro passear por lá e ver aquelas coisas minúsculas cheias de blusinhas de lã. 

Nos dias em que ficamos para fechar o restaurante precisamos puxar tudo pra perto dos caixas, cobrir, preencher lacunas e esvaziar tonéis. Limpamos o chão que sujamos ao longo do dia. Tiramos os lixos para fora e saímos com um cansaço imenso, porém algo chamado paycheck nos mantém firmes no trabalho. Pegamos a van de volta pra casa e quando não durmo tiro milhares de fotos (são cerca de 45 minutos o trajeto). 


Quando chego ao Park Avenue, rumo direto ao chuveiro quente e com direito a banho de banheira. As pernas agradecem. E a vizinha 
que espere. 


Gazi (Turquia) e eu na Snowbasin


terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Bar dos Beatles

Esses dias indo pra Estação de Trem, olhei para a direita e algo chamou-me a atenção. Observei na 25th Street as quatro janelas de um bar; cada uma com uma foto de um Beatle. No mesmo instante, afirmei que aquele era um lugar que eu precisava conhecer.

Na semana seguinte saímos para jantar no Mac Cools. Trata-se de um bar/restaurante irlandês agradabilíssimo. 

Era uma quarta-feira, dia de música irlandesa ao vivo. Três alunos, um violino, duas flautas e uma professora. A música era envolvente e teve até demonstração de dança por parte da Louise e Lucas.

O restaurante nos convidou a ir embora (em dia de semana tudo fecha cedo) e eis que surgiu a oportunidade de finalizar a noite no Bar dos Beatles. 

Eu, Gabe e Rodrigo (outro intercambista brasileiro) entramos e nos deparamos com uma escada de carpete verde. Nas paredes não havia uma brecha sequer. A emoção foi crescendo a cada degrau.

 
O salão subterrâneo estava fechado, mas pelas frestas da grade pude ver de relance as milhares de fotos, cartazes, objetos e detalhes que retratavam o fanatismo do proprietário do bar pelo quarteto.

O bar inteiro era abarrotado de tudo que pudesse fazer referência aos reis do iê-iê: vinis, capas de tudo quanto é CD, filmes ou reportagens.

Tinha desde canetas, adesivos, notas de dinheiro (comemorativas) a até uma guitarra autografada pelo Paul. Dá pra imaginar a felicidade de uma beatlemaníaca?

Quem me conhece sabe o tamanho do sorriso que eu exibia ao olhar cada foto, disco ou sei lá o que. Vocês conseguem imaginar a cara que fiz ao ler as indicação dos banheiros feminino (Yoko) e masculino (John)? Simplesmente genial!
  
Experimentamos uma bebida chamada Long Island. Sabor uva, por favor. Delicioso. Registrei através de milhares de fotos o sonho de consumo que tornou minha noite memorável. Na saída, uma pergunta que deixou no ar uma grande esperança: o salão debaixo está disponível para festas. Em fevereiro já sabemos onde comemorar os meus 22 anos.